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HUSK'S CLOAK
Added in Season 26Set Bonus
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Lore
Capa de Casco
– Que a carne se torne a marionete da alma mais verdadeira, com ligamentos como cabos –
Lembranças ressonantes revestem o material desta armadura. Gravada no interior da proteção forjada, jaz a origem desvelada dos Horrores.
Veskith se encontra no interior da Grande Máquina. Mais próximo do que qualquer Kell. Ele seria a centelha que incineraria esse deus traidor por dentro. A Testemunha lhe concederia força para revidar.
Um espectro Algoz avança por trás dele em direção a um sarcófago em formato de pirâmide que se abre ao seu toque. A criatura paira, aguardando sobre a abertura, escurecendo o brilho do ambiente no Coração Pálido.
Prometeram a Veskith uma forma de vingança. Como Eramis fizera, ele tomaria o poder que era seu por direito.
Ele desce.
Envolvido…
Veskith se lembra de como os Arcontes comandavam a estase ao se firmarem. Vesk… Ves… Ve…
Uma Voz penetra a Treva…
"O Jardineiro só lhe causou sofrimento. Oferecemos uma faca para que você possa retribuir."
A Voz oferece Salvação, desprovida da angústia ressonante… Você aceita.
Ele aceita. O pensamento se dissipa, suplantado.
"Sua definição subordinada." A Voz ressoa nas Profundezas, retinindo como metal. Afiada. "Descascada… e esculpida novamente." As palavras da Voz deslizam como navalhas pela carapaça de Veskith, cortando sua mente em lascas.
Ve… sk — a identidade escoa na Treva oceânica — ithhhhhhhhhhh…
A Voz corta fundo, e a vida verte espessa, com cada movimento ainda não refinado marcado por lamúrias silenciadas.
É tanto exploração quanto intenção. Uma tela de aprendizado com a qual praticar a manipulação da Luz. Menos gentil que cerimônia. Mais raivoso que desejo.
Enquanto a carne sem nome estremece, prostrada diante da Voz, ela enuncia o propósito e o concretiza.
"Sua forma deve ser um receptáculo." Ela faz um corte no alicerce de osso. "Um antro no qual habita o rancor."
As palavras desgastam estratos vivos. A deterioração cava buracos. Memórias se desfazem em ruído. A dor da ausência delas afia a lâmina do implemento recém-esculpido.
Surge um aparato laminado, movido pelos desígnios da Voz. Rancor vazio gira em torno do invólucro mortal retorcido no interior: um remanescente do violado, agora talhado, infiltrado e exposto.
***
O aparato laminado que abriga Veskith se posta no topo de um rochedo com vista para um ermo árido. Protege um Algoz dormente, aguardando seus comandos. Já está imóvel desde que o Algoz o trouxe aqui, apesar de não saber o motivo. Nunca lhe contam os motivos. Ordens são dadas e cumpridas com obediência absoluta.
O portal ocupa o céu sobre ele.
Um monólito distante rasga o horizonte.
Em breve lucidez, Veskith vê Eliksni de sua Casa nos arredores. Estão em patrulha, embora ele não se lembre de quando começaram. Ele pergunta como chegaram aqui, quanto tempo faz, mas eles não respondem. Seus olhos queimam, e o último vestígio de Veskith observa inexpressivamente em meio a uma névoa catatônica, alheio à realidade além de sua jaula.
A imagem imutável do portal queima suas retinas, enquanto seu corpo ignora os nervos contraídos implorando para piscar.